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Cris Judar

Cris Judar é natural de São Paulo (Brasil) e cursa o Doutorado no Programa de Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa na Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), com a orientação do Prof. Dr. Helder Thiago Maia. É bolsista CAPES. Atualmente, está no período de Doutorado Sanduíche (bolsa PDSE da CAPES - 2026) na Universidade de Colônia, com orientação do Prof. Dr. Peter W. Schulze. O foco de sua pesquisa é a Literatura Brasileira Contemporânea de autoria trans não-binária. Judar tem Pós-graduação Lato Sensu em Jornalismo Cultural pela FAAP, com a monografia intitulada Bendito Fruto Transgênero: a fusão entre prosa e poesia na obra Fluxo Floema, de Hilda Hilst. Graduou-se em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo, pela Universidade São Marcos, com a monografia-documentário Gaia, a grande mãe.

Em 2015, foi selecionada pelo British Council e pela Queen Mary University of London para uma residência literária que deu origem à coleção de textos Questions for a Live Writing. Em 2018, esteve entre os escritores de língua portuguesa que participaram da Feira Internacional do Livro de Guadalajara, no México. Em 2019, participou da Printemps Littéraire Brésilien, realizada na Sorbonne Université, Université Paris Nanterre e Université Libre de Bruxelles, integrando conferências e painéis de debate. 

Após lançar as HQs Lina (2009) e Vermelho, Vivo (2011), Judar escreveu o livro de contos Roteiros para uma vida curta (Menção Honrosa no Prêmio SESC de Literatura 2014) e o romance Oito do sete, (Ganhador do Prêmio São Paulo de Literatura 2018 e Finalista na categoria Melhor Romance no Prêmio Jabuti). Coorganizou as antologias A resistência dos Vagalumes, (2019) e Pandemônio - nove narrativas entre São Paulo - Berlim (2020). Em 2021, lançou o romance Elas marchavam sob o sol, traduzido e publicado na Itália, Egito e em Moçambique e, em maio de 2026, nos EUA. Participou de várias antologias, com destaque para CUÍER: Queer Brazil (2021), publicada pela editora estadunidense Two Lines Press, que reuniu uma seleção de autores queer brasileiros contemporâneos. 

É membro do Grupo de Pesquisa Núcleo de Estudos Queer e Decoloniais NuQueer, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), na Linha de Pesquisa Linguagem e estudos queer e decoloniais. Coorganizou o curso Literaturas Trans – Escritas da Travessia (2025), na Unidade de Cursos de Extensão da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP) e integrou a equipe de docentes do curso Literaturas Queer em Língua Portuguesa (2025), na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL). Coordenou grupos de trabalho, com eixos temáticos relacionados a estudos de gênero e linguagem não-binária, em eventos como III Conferência Internacional de Estudos Queer (2024) – Universidade Federal de Sergipe (UFS); IX Seminário Corpo, Gênero e Sexualidade (2025) – Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia; além de participar da 7th Queering Afro-Luso-Brazilian Studies International Conference (2025) – Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.